Novos Marcadores para detectar risco de parto prematuro

Data: 
quinta-feira, 1 Março, 2012 - 17:16
Novos Marcadores para detectar risco de parto prematuro

Dois novos marcadores morfológicos ultra-sonográficos, ajudam a prevenir o Parto Prematuro. A definição de parto prematuro é o nascimento do bebê com menos de 37 semanas de gestação (o ideal é 40 semanas). Ele ocorre em aproximadamente 20% das gestantes e quanto mais precoce for o nascimento, mais graves podem ser as conseqüências.

O Parto Prematuro é responsável por 28% das causas de morte neonatal. Bebês que nascem com menos de 24 semanas de gestação têm índice de sobrevivência de 5% e, mesmo assim, podem levar, para toda a vida, seqüelas irreparáveis como a cegueira, surdez e outras complicações neurológicas causando um alto índice de invalidez, além de aumentar muito o custo econômico das internações, enquanto estiverem sob os cuidados intensivos até atingirem o peso e a saúde desejada.

O diagnóstico precoce do risco de parto prematuro é fundamental, pois, medidas preventivas como repouso, medicamentos e até pequenas cirurgias (cerclagem) podem evitar essa complicação. Quanto mais cedo for detectado um fator de risco para parto prematuro, maior será a chance de evitá-lo.O histórico da paciente tem muita importância para o diagnóstico, visto que uma das principais causas do parto prematuro é a prematuridade prévia.

Outros fatores de risco são: Malformação uterina, miomas, cirurgias ginecológicas, tabagismo, alcoolismo, pequena estatura, pouca idade, idade avançada, infecções e outras. Até hoje os únicos exames complementares que existiam para este diagnóstico era o marcador bioquímico chamado fibronectina, realizado no muco cervical – de difícil aquisição (é importado), de pouca fidelidade e por isto pouco utilizado - e o comprimento do colo uterino, avaliado pelo ultra-som e já realizado na maioria das clínicas de ultra-som que, sendo este último somado ao histórico da paciente, é de grande auxílio.

Os novos exames, que devem ser feitos preferencialmente durante o morfológico de segundo trimestre (20 a 24 sem.), são representados por imagens ultrassonográficas.São eles: EGE (Eco Glandular Endocervical) e SLUDGE (Pontos Hiperecogênicos ou “Reluzentes” na cavidade uterina semelhante a um “barro” do liquido amniótico).

O primeiro exame consiste na avaliação das glândulas que estão normalmente no colo uterino (ou canal cervical) – região terminal do útero que está em contato com a vagina e que se dilata durante o parto. Quando estas glândulas deixam de ser visibilizadas pelo ultra-som, significa que esta havendo um processo de maturação antecipada do colo uterino e por isto há um maior risco de parto prematuro. Este marcador deve ser avaliado juntamente com o comprimento do colo uterino por volta da 22º semana. O segundo – SLUDGE – mostra um depósito de pontos em massa próximos ao canal cervical e também está relacionado a um maior risco de parto prematuro.       

O EGE e o SLUDGE, mais a história clinica e os exames que até hoje são realizados, podem alcançar até 80% do diagnóstico precoce de risco de parto prematuro e, com isto, medidas preventivas poderão ser tomadas e as complicações evitadas.

Acreditamos que estes novos marcadores devem ser incorporados à rotina de pré-natal de todas as pacientes principalmente as consideradas com alto risco.

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Dra. Daniella S. Castellotti

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